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Publicado por Emmanuel Ramos de Castro

A Saúde Sob o Ponto de Vista do IDEC


O sistema de saúde brasileiro está numa encruzilhada. Depois de 25 anos da conquista constitucional, não se conseguiu efetivar o SUS como um sistema único de qualidade, com cobertura universal e atendimento integral. Longe de ser uma solução, o mercado dos planos e seguros de saúde não entrega o que promete, crescendo na mesma proporção que os problemas de acesso e negações de cobertura da rede privada.


Há duas décadas teve início intensa mobilização pela regulamentação dos Planos e Seguros Privados de Saúde no Brasil, com a edição da Resolução nº 1401/ 1993, do Conselho Federal de Medicina (CFM). O Movimento, que reuniu entidades de defesa do consumidor, médicos, profissionais, ONGs de portadores de patologias e Conselho Nacional de Saúde, dentre outros, culminou na Lei dos Planos de Saúde (nº 9656/ 1998) e na criação da ANS.


Apesar dos avanços, muitos problemas permaneceram e outros, mais complexos, surgiram. O Brasil mudou, o crescimento econômico gerou emprego, renda e consumo [Comentário do Blog: No governo Lula/Dilma, justiça seja feita], há novos desafios epidemiológicos e demográficos, com envelhecimento da população e incorporação de tecnologias na saúde.


A saúde é hoje, em todas as pesquisas de opinião, o item com pior avaliação entre os brasileiros.


Mas, afinal, o SUS fracassou? Os planos de saúde são a alternativa para a ampliação da cobertura assistencial e a expansão de rede de serviços no país? Os planos de saúde são de fato uma opção de menor custo e maior qualidade? Quais serão as consequências de investimentos multinacionais na rede privada de saúde no país?


O ato público ?Os planos de saúde vão acabar com o SUS?? foi convocado para responder essas questões e também para discutir os rumos e o futuro do sistema de saúde brasileiro, considerando o seguinte contexto:






  • Divulgação pela mídia de um ?pacote? do governo federal de redução de impostos e subsídios públicos a planos de saúde;






  • Entrada do capital estrangeiro e de empresas de intermediação no setor suplementar;






  • Meta das operadoras de duplicação do mercado privado para 100 milhões de brasileiros, com oferta de planos saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, visando novos estratos de trabalhadores;






  • Cenário de subfinanciamento do SUS, com negação do governo de destinar pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde;






  • Crescimento dos conflitos de interesse, com captura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pelo mercado de planos de saúde e crescimento do financiamento de campanhas eleitorais pelas empresas do setor;





  • Persistência de lacunas e omissões na regulamentação dos planos de saúde.




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O evento, "Os planos de saúde vão acabar com o SUS"?, acontecerá no dia 26/04/2013, no auditório da Saúde Pública - Av. Doutor Arnaldo, 715 - São Paulo-SP.
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Fonte: Instituto de Defesa do Consumidor

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2 comentários
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Ronaldo Souza Oliveira

Talvez eu não esteja mutio atualizado, mas não vejo nada em nossas categorias, tentando adequar a situação dos idosos.
A classe média aumentou, e com ela cresceram os idosos com condições favoráveis tanto do ponto de vista financeiro, como nos cuidados com a saúde (alguns bancando plano de saúde de filhos e netos), assim, corretores, operadoras e governo, todos envolvidos direta ou indiretamente, temos que facilitar a venda de nossos produtos à esta grande população.

Explico;
- IDOSO - que não tem a mesma oportunidade de contratar plano de saúde de qualidade, pois mesmo querendo pagar, a maioria das operadoras não querem vender, colocando dificuldade na venda, mesmo no empresarial ou adesão.

- CORRETOR - Possui poucas alternativas para ofertar ao idoso, e normalmente, produtos com qualidade inferior ao oriundo deste, além de restrição na remuneração.

- OPERADORA - Não pode ficar apenas como vilã neste processo, esta, pode através de seus lobs, negociar com o Governo, uma redução de impostos talvez, para assumir a venda de planos para idosos, desde que remunere corretamente o corretor (alguma grande tem que sair na frente).

- GOVERNO - Necessita de uma lente de contato, para tratar com mérito, operadoras adequadas ao mercado em todos os níveis;
Empresas que em todos os quesitos, estão com níveis de excelência, mas que ofereçam planos aos idosos e remunere corretamente o Corretor.
Estas empresas, imagino, poderão negociar redução de impostos com esta digna atitude.

Ronaldo S. Oliveira

Lígia Torres

Boa noite, querido Manu Não esperava receber tão querido telefonema, pois, acreditava que meu email seria respondido em horário comercial , por algum de seus colabo radores, Fiquei muito feliz e honrada em poder falar c você e saber que cada vez mais nossa linha de comunicação profissional ," nosso blog ",está empenhada em ajudar a nossa classe trabalhadora, a qual por diversas oportunidades é tão mal recompensada e respeitada. abs a todos colegas com uma semana de muito sucesso. 100000000000 de beijos p você Ligia Torres - corretora.

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