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Publicado por Blog do Corretor

Inscrições abertas para 2ª fase do Parto Adequado

Inscrições abertas para 2ª fase do Parto Adequado


ANS abre novas vagas para hospitais e operadoras



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), reabre, excepcionalmente, o processo de seleção para hospitais e operadoras interessados em aderir à Fase 2 do Projeto Parto Adequado. As inscrições poderão ser feitas até o dia 20 de julho, mediante preenchimento de Formulário FormSUS. 



O preenchimento do Formsus é a primeira etapa de seleção. Ao final do prazo, as instituições que preencherem os formulários serão contatadas pela ANS para darem prosseguimento ao processo. 



Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, explica que a reabertura das inscrições ocorreu para atender ao grande volume de hospitais que procuraram a Agência com interesse em ingressar no projeto. "Com as práticas inovadoras trazidas pelo Parto Adequado, muitos hospitais mostraram-se interessados em aplicar a metodologia do projeto em suas pacientes. Sendo assim, optamos por reabrir as inscrições afim de dar oportunidade a mais participantes atendendo esta demanda", comenta Rodrigo. 



Para que os novos participantes tenham condições de se adequarem às exigências da implementação da fase 2, já em curso, somente serão selecionados os candidatos que atenderem aos pré-requisitos estabelecidos, entre os quais se destacam:



- Ter capacidade financeira para arcar com os custos de implementação do projeto ( custos das sessões de aprendizagem, alimentação e pessoal para conduzir estas sessões);



- Possuir capacidade operacional para coletar e informar, até outubro de 2018, dados dos indicadores obrigatórios, referentes aos 12 últimos meses, como o percentual de partos vaginais para a população geral atendida no hospital e o percentual de partos vaginais para as mulheres classificadas nas Categorias de I a IV de Robson;



- Dispor de equipe de melhoria, destinada ao projeto, composta por, no mínimo, quatro pessoas, com disponibilidade de realizar curso introdutório de melhoria por meio do site do IHI e participar de reuniões virtuais e presenciais.



As operadoras de planos de saúde também poderão se inscrever, desde que em conjunto com um hospital que não esteja participando do projeto.



Sobre o Parto Adequado 



A Fase 2 do Parto Adequado teve início em maio de 2017 e será desenvolvida até maio de 2019. A meta é aumentar o percentual de partos vaginais, atingindo 40% até maio de 2019, na população alvo do projeto, que é definida seguindo os critérios estabelecidos pela Classificação de Robson, que agrupa as gestantes em dez grupos diferenciados. Nesta etapa, participam hospitais e operadoras de todo o País. O projeto tem o objetivo de identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica na saúde suplementar. 



Na Fase 1, os hospitais piloto protagonizaram a criação de um novo modelo de assistência materno-infantil para o Brasil e evitaram a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias. 



Sobre a População alvo do projeto segundo a Classificação de Robson 



A classificação de Robson categoriza as gestantes em 10 grupos criados a partir de cinco características obstétricas que são colhidas em todas as maternidades: 



•         Paridade (se teve filhos, com e sem cesárea anterior, ou se nunca teve filhos); 



•         Início do parto (espontâneo, induzido ou cesárea antes do início do trabalho de parto); 



•         Idade gestacional (pré-termo/prematuro ou termo); 



•        Apresentação/situação fetal (cefálica, pélvica ou transversa);



•         Número de fetos (único ou múltiplo).



A classificação permite que todas as gestantes internadas para o parto possam ser classificadas em um dos 10 grupos, usando apenas algumas características básicas. Também é possível a comparação e a análise das taxas de cesáreas dentro e entre esses grupos. 



Para a OMS, a classificação ajuda os hospitais a otimizar o uso das cesáreas ao identificar, analisar e focalizar intervenções em grupos específicos que sejam particularmente relevantes em cada local, além de avaliar a qualidade da assistência e das práticas de cuidados clínicos, os desfechos por grupo e a qualidade dos dados colhidos. 


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