Frase do Dia
Os amantes da verdade não temem águas tempestuosas ou turvas; o que tememos são águas rasas.

F. Nietzsche, filósofo alemão, autor de obras como: Assim Falava Zaratustra, Deus está morto, entre outras

Manutenção do tratamento em instituição descredenciada

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Artigo

26.set.2014

.

Imaginemos a seguinte situação: Você ou um parente ou conhecido seu, contratante dos serviços de plano de saúde, está internado, sob tratamento, por qualquer razão em determinado hospital que faz parte da rede de instituições credenciadas ao plano, porém, antes da alta médica você é surpreendido com a notícia que terá de ser transferido para outro local, pois houve o descredenciamento daquela entidade hospitalar junto ao plano de saúde e que, portanto, ou o internado assume o pagamento das despesas médicas e hospitalares ou aceita continuar seu tratamento em outro local que ainda faça parte da rede credenciada.

Como agir diante de tal situação? Aceitar a remoção ou, se possível essa alternativa, pagar para continuar naquela instituição? A resposta correta não é nem uma e nem a outra!

O que o consumidor de plano de saúde deve fazer em um caso como o narrado é fazer valer seus direitos.

Embora a lei normalmente não cuide de minúcias, sendo genérica e abstrata, a Lei de 9.656/98, que dispõe sobre planos e seguros privados de saúde, foi precisa ao prever tal possibilidade e impedir que o segurado seja obrigado a realizar seu tratamento em local diferente daquele que o iniciou e que já está habituado com a equipe médica, na qual deposita sua confiança.

É por isso que o artigo 17, § 2º, da mencionada lei é cristalino ao estabelecer que, havendo o descredenciamento, por vontade da operadora, no decorrer do tratamento do consumidor, tanto o hospital estará obrigado a manter a internação, quanto a operadora que deverá arcar com o pagamento dessa.

A exceção a regra fica por conta do descredenciamento ter ocorrido em razão do cometimento de infração, por parte do hospital ou da instituição responsável pelo tratamento, às normas sanitárias em vigor, situação na qual a própria instituição estará impedida de continuar a exercer suas atividades de maneira comum até que sane os motivos que deram ensejo à medida, cabendo então à operadora o dever de realizar a transferência do paciente, para estabelecimento equivalente, sem poder gerar qualquer tipo de cobrança ao consumidor.

Portanto, ainda que as opções postas à frente pareçam limitadas, o consumidor deve ficar atento aos seus direitos, enquanto que os fornecedores devem cuidar para bem informar e evitar infringir a lei, como forma de evitar prejuízos.

A transparência e a composição amigável são sempre as melhores formas de se evitar processos judiciais, devendo os planos de saúde atentarem que, nestes casos, a jurisprudência tende predominantemente em favor do consumidor, sendo uma batalha cara e provavelmente infrutífera.
_________________________________________________________________________
Paulo Victor Barchi Losinskas é advogado, graduado pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, mestrando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, membro do Instituto dos Advogados de São Paulo. Ex-Assessor Jurídico da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, é também professor em São Paulo, sócio-fundador do escritório Losinskas, Barchi Muniz Advogados Associados e também escreve no Blog do Corretor, sempre às sextas-feiras – www.ibmadvogados.com.br

Public Broker inaugura salão diferenciado

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Festas

25.set.2014


Nesta quinta-feira (23), a Corretora Public Broker dividiu o dia entre o trabalho e as comemorações.

De início, foi servido um super café da manhã, patrocinado pela Sul América, seguido de distribuição de brindes e dinâmica de grupo entre os funcionários.

A dinâmica de grupo, a propósito, é uma ferramenta usada em psicologia clínica para identificação de conflitos entre pessoas, mas com um espectro de utilização muito mais amplo.

Os especialistas em treinamento usam com frequência a dinâmica de grupo, quando necessitam fazer integração de funcionários ao ambiente de trabalho, ou para identificar lideranças dentro de uma equipe. O método é também recomendada para facilitar o trabalho em equipe.

Ponto para a Corretora que começou bem, ao utilizar um recurso da psicologia como ponto de partida para mais um dos seus projetos.

O novo salão é amplo, paredes na cor branca, muito bem iluminado, com uma decoração de bom gosto e com infraestrutura que destoa do senso comum.

Segundo os sócios, Leandro e Eduardo Dias, as parcerias entre a Unimed Paulistana e a Qualicorp tornaram possível a execução do projeto que tem por objetivo focar nas vendas dos produtos da Unimed Paulistana, da Qualicorp e das seguradoras aumentando assim o ticket médio da venda.

Perfeitamente familiarizada com a nova casa, Eliete Brito, não cabia em si de tanta satisfação. “A ideia é tornar o corretor interno daquele espaço mais participativo no processo de decisão dos investimentos, na capacitação de indicações, ferramentas de trabalho e campanhas de incentivo, respeitando a individualidade e as características de cada um“, garantiu.

Apesar da exclusividade, o evento foi democrático e ao coquetel compareceram, além dos funcionários, corretores, gerentes, gestores, diretores, para prestigiar o novo empreendimento da PBKS.

E ainda receberam brindes; alguns, elegantemente embalados pela Kopenhagen.
.
ATUALIZADO EM 26/09/14, ÀS 10H30

.
O alto astral do evento, a confraternização entre os profissionais da área, diretores, superintendentes, gestores, supervisores e corretores, acabaram por ofuscar uma personagem que foi fundamental na realização do coquetel que marcou a inauguração desse novo salão da Public: Priscila Benhos Segovia Dutra.

À frente da Pb Segovia, Priscila respondeu pela organização do coquetel, de toda infraestrutura, que contou inclusive com música ao vivo interpretada por um violinista galã, como também da aplicação da dinâmica de grupo que, soubemos, não ficará limitada às atividades daquele dia, mas uma vez por mês. Parabéns, Priscila Segovia!

Queremos destacar, ainda, a presença discreta da supervisora Renata Nogueira, (re)contratada recentemente.

.
.
Sidney Silva (Qualicorp), Jesuíta (Public) e o compromisso com a Unimed Paulistana

Marcos Buzzo (Grupo Amil) recebe cumprimentos de Eduardo Dias

.

Elisa Souza (marketing UP), Sandro Augusto (diretor comercial da UP), Antônio Antunes (superintendente UP) e …

Eliete Brito (gerente Public), Marcos Buzzo (Amil/Seisa) e Marcelo Leite (Sul América)

Jesuíta (com a filha Bárbara Mendes), comandará o novo salão – reconhecimento pela dedicação.

.

O que uma máquina fotográfica semiprofissional é capaz de fazer: zum de Antônio Antunes e Elisa Souza (Unimed Paulistana). Eles nem perceberam. O blogueiro estava do outro lado do salão.

Fábio (gerente da Golden Cross, chefe da Nádia Pimenta) e Anselmo Martins (Health for Pet)

Jurandir (Public) e Jonatas Cordeiro (gerente comercial da Unifocus)

A PrevQuali também enviou o seu representante

Jonatas Cordeiro (Unifocus), Leandro Elias (Public Broker) e .

Eliete e sua paixão platônica

Marcelo Leite (Sul América), agradece o mimo, mas, principalmente, a parceria

Família Broker

.

Sandro Augusto (UP), Marcelo Leite (S.A.), Jesuíta e Jurandir (PBKS)

Marcelo Leite, Eliete, Celso Rocha, Raquel (exibindo sua linda barriga), … e Silva (Trasmontano)

.
.
.
.
.

Funcionários da Public em atividade de dinâmica de grupo

Silva (Trasmontano) e seu marketing criativo – sorvete

Sidney Silva, um dos poucos que tiveram a cabeça poupada, representou a Qualicorp. Em conversa com o corretor Santos, presente ao evento, tive a satisfação de ouvir dele uma declaração: “A primeira coisa que eu faço, pra começar bem o dia, é ler o Blog do Corretor. Hoje, existe dois tipos de corretor: o que conhece e o que não conhece o mercado. Quando eu passo uma informação para um colega ele me pergunta: mas como é que você sabe disso? Eu respondo que vi no Blog e indico a leitura“.

.

.

.

Sandro Augusto, observado por Leandro, recebe brinde das mãos de Eduardo Dias

Até o blogueiro foi surpreendido pelo Leandro, quando foi chamado para também receber um brinde

Sonho, ideia, projeto, parceria, ação, realização e concretização


Não foi nada, apenas um cisco no olho. Mas, não fosse um cisco, tudo bem. Há motivos para emoção!


Amil em terras lusitanas e fora da Bolsa

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Rola na Mídia

25.set.2014

A UnitedHealth, dona da Amil, a empresa que comprou os hospitais HPP, fez uma oferta não vinculativa pela participação que a Rioforte tem na Espírito Santo Saúde (ES Saúde), apurou o Diário Econômico junto de várias fontes.

A proposta dos norte-americanos foi feita em carta datada do passado dia 19 de Setembro e visa negociar com a Rioforte a aquisição de 55% da Espírito Santo Healthcare que, por seu lado, domina 51%da ES Saúde.

Desta forma, tentam contornar fora de bolsa as ofertas que estão em cima da mesa através de Ofertas Pública de Aquisição (OPA), como a do grupo Ángeles, que está em curso, e as anunciadas de forma preliminar, como a da José de Mello Saúde e a da Fidelidade, controlada pelos chineses da Fosun.

Na carta enviada à ‘holding’ que controla os ativos não financeiros do Grupo Espírito Santo (GES), a Amil propõe-se comprar a posição de 51% da ES Saúde, oferecendo em troca uma contrapartida de 4,75 euros por ação, acima da oferta da Fidelidade, que ontem propôs comprar a empresa dirigira por Isabel Vaz por 4,72 euros.

Se for obrigada a avançar por via do lançamento de uma OPA, a oferta que a UnitedHealth fez à Rioforte terá de ser aumentada para, pelo menos 4,82 euros. Só desta forma os americanos conseguirão lançar uma OPA concorrente que ultrapasse em pelo menos 2% a última oferta apresentada: 4,72 euros propostos ontem pela Fidelidade.

United tenta contornar prazos legais
O Econômico não conhece o teor da resposta da Rioforte, e até ao fecho da edição, apesar das inúmeras insistências, não obtive qualquer resposta. Mas há um dado relevante: a Rioforte pediu a proteção de credores ao Tribunal de Comércio do Luxemburgo, que até 6 de Outubro terá de decidir sobre o futuro da ‘holding’ não financeira do GES.

A UnitedHealth, que detém a Amil, estará assim a tentar contornar o prazo de cinco dias para poder registrar uma OPA, depois de a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter aceite, na última sexta-feira, o registro da oferta do Grupo Ángeles, que começou a decorrer ontem e termina a 3 de Outubro. De resto, a CMVM terá de ter uma palavra decisiva na viabilização deste eventual negócio, que decorre em paralelo com a existência de ofertas de mercado.

Ao contrário da Fidelidade, que apenas depende da autorização ou declaração de não oposição por parte do Ministério da Saúde por causa do Hospital de Loures, gerido em regime de Parceria Público-Privada, para poder avançar com o registro da oferta na CMVM, a Amil poderia estar numa situação de dependência face à Autoridade da Concorrência, à semelhança do que acontece à José de Mello Saúde.

A Amil controla os HPP, agora redenominados Lusíadas Saúde, o que poderá colocar problemas de concorrência e obrigar a notificação ao regulador. Contactada, fonte oficial da Lusíadas Saúde, o braço da Amil em Portugal, diz que “não comenta” rumores de mercado.

O Grupo Mello também terá ensaiado contactos diretos com a Rioforte, precisamente por causa das mesmas limitações da Amil/UnitedHealth. Mas, segundo o Econômico apurou, o contexto de pedido de proteção de credores e a avaliação de que seria difícil uma operação sem passar pelo mercado, levou o grupo liderado por Vasco Mello e Salvador Mello a avançarem com uma OPA, que, de resto, ainda não está registrada.

Por, Antônio Costa, Hermínia Saraiva e Maria Ana Barroso
Jornal português: Diário Econômico

Evento Public

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Nota

24.set.2014

Nesta terça-feira (23), foi inaugurado o “Public Personal” da Public Broker, motivo pelo qual a Corretora manteve o ritmo de festa durante todo o dia, começando com um super café da manhã oferecido pela Sul América, mais dinâmica de grupo e fechando com um coquetel à note.

O projeto foi possível graças a parceria da Public com a Qualicorp e a Unimed Paulistana.

A matéria completa, com fotos e depoimentos, estará no ar até amanhã.

Ao blogueiro, coube reservar o dia de hoje para escrever o Programa Segura Brasil que, nesta quinta-feira, receberá Nádia Pimenta, gestora da Golden Cross.

Com prevenção o plano de saúde pode funcionar melhor

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Rola na Mídia

22.set.2014

Para a saúde estar em dia, a palavra-chave é prevenção. Os cuidados devem ser frequentes em todas as etapas da vida, mas é na terceira idade que devemos redobrar a atenção. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os idosos correspondem a 11,2% dos beneficiários em todo o sistema de saúde suplementar brasileiro. Para o segmento de autogestão, a porcentagem chega a 22,8%.

Com o objetivo de promover a qualidade de vida, preservar a assistência à saúde, e garantir o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras de autogestão, a UNIDAS incentiva a promoção de uma série de programas e ações de caráter preventivo em suas filiadas. Entre as ações destacam-se publicações, seminários, palestras e campanhas voltadas às operadoras filiadas à Entidade, promovendo o segmento e a capacitação para atendimento a uma carteira de beneficiários com maior percentual de idosos.

A Unidas também mantém diálogo intenso junto à Câmara de Saúde Suplementar, órgão consultivo da ANS; ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), ligado ao Ministério da Saúde, entre outros órgãos governamentais, para debater o papel da modalidade e da sustentabilidade do setor, defendendo as boas práticas da autogestão.

A Entidade entende que o envelhecimento da população, especialmente pela velocidade como ocorre no Brasil, deve ser prioridade para a saúde suplementar no país. “O fato é que os principais problemas de saúde que afetam a população podem ser dimensionados e, na maioria das vezes, podem ser prevenidos. Por isso devem ser cada vez mais incentivados e implementados programas, projetos, campanhas e iniciativas de promoção da saúde, por parte do setor da saúde suplementar”, destaca Denise Eloi, presidente da empresa.

Fonte: Planeta Seguro

Entrevista com Felipe Affonso – Classes Laboriosas

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Programa Segura Brasil

20.set.2014

…………1º bloco: entrevista com Felipe Affonso, gerente comercial das Classes Laboriosas.
………...
…………Caso não consiga visualizar, assista através do TV Uol, clicando AQUI

…………2º Bloco:
…………
…………Caso não consiga visualizar, assista através do TV Uol, clicando AQUI

por, Caio Cesar Figueiroa
.
Na última quarta-feira, dia 13 de setembro, o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade da Lei pernambucana 14.464/2011 por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4701), movida pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS).

A legislação exigia das operadoras, desde que atuantes em Pernambuco, prazo máximo para autorizar os exames solicitados por médicos de acordo com a faixa etária do usuário, sob pena de advertência e multa diária no importe de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Para pessoas idosas (acima de 60 anos), esse prazo era de 24 horas. Quando o paciente fosse criança (até 12 anos) ou adolescente (entre 12 e 18 anos), o plano de saúde teria prazo de até 48 horas para conceder resposta. Para adultos (acima de 18 anos), o prazo era de 72 horas.

Alegou a Associação que a legislação estaria usurpando competência privativa da União para legislar sobre direito civil e comercial, sobre política de seguros além de que tal imposição de obrigações legais afrontaria a livre iniciativa.

Tanto o Governador à época, falecido Eduardo Campos, quanto a Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE) arguiram em sua defesa a existência de norma constitucional que conferia competência comum para tutelar a saúde pública e os interesses do consumidor (artigos 23, inciso II e 24, inciso V da Constituição Federal).

O Relator da ADI, Ministro Roberto Barroso, votou no sentido de que a inconstitucionalidade existente na lei, de fato, era de origem formal, isto é: a ALEPE não possuía competência para elaborar normas sobre o conteúdo do mercado de seguros. Concluiu, pois, que seria da União Federal a competência privativa para regular o mercado de planos de saúde, seja para normatização da matéria quanto para fiscalização dos contratos.

O caso em análise aborda dúvida corriqueira no mercado: afinal, de quem é a competência para a regulamentação do setor?

A saúde suplementar no Brasil é um mercado explorado economicamente pela livre iniciativa, contudo, sujeito especificamente aos comandos da Lei Federal 9.656/1998, bem como pela regulamentação da Agência Nacional de Saúde (ANS), por meio da expedição de atos normativos.

Não bastasse a sujeição do mercado a uma legislação própria e às normativas advindas do ente regulador, o setor ainda deve observar outras normas gerais que implicam consequências imediatas em seus contratos, tais como o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil etc.

Na prática, todo este emaranhado de regras jurídicas define, ou deveria definir, a forma como o mercado deve atuar em equilíbrio, atendendo os diversos interesses contidos neste setor tão peculiar.

A nossa Constituição Federal é a responsável pela repartição de competência, cujo maior problema talvez seja executar tal repartição sem ferir a autonomia dos entes federativos. Em outras palavras, a dificuldade reside em garantir o livre exercício e desenvolvimento das atividades normativas seja da União, dos Estados ou Municípios.

Para facilitar esta distribuição, aplica-se o Princípio da Predominância dos Interesses, que preconiza que as competências serão repartidas de acordo com o nível de interesses envolvidos. Assim, para a União Federal, competiria ao Congresso Nacional legislar sobre matérias e questões de interesse geral e nacional. Já no âmbito Estadual, ficaria a cargo das Assembleias Legislativas abordar temas de interesse regional e aos Municípios e suas Câmaras, assuntos de ordem local.

Mesmo com toda técnica para repartição de competência em sistemas complexos segundo a extensão do poder de legislar, temas como contratos privados de assistência à saúde são de interesse geral, visto que as principais operadoras e administradoras atuam por todo território nacional.

Seria, portanto, desmedido imputar obrigações tão onerosas ao mercado em âmbito regional além de causar verdadeira repulsa aos prestadores daquela localidade. Caminhou bem, pois, a decisão do STF, ao interpretar que no horizonte de competência concorrente entre União e Estados, a proteção ao consumidor somente se dá em moldes extracontratuais, não autorizando os Estados a interferirem nos contratos em si, pois é matéria de competência privativa da União.

Sob um viés mais econômico, por mais descentralizadas que sejam União, Estados e Municípios, todas possuem em comum o caráter nacional do mercado, inexistindo barreiras locais à circulação de bens e serviços.

Por esta razão, a regulação econômica do setor é confiada ao ente central, ou seja, a União Federal, visto ser a única entidade federativa com abrangência territorial para alcançar todo o mercado.
_____________________________________________________________________________

Caio Cesar Figueiroaé advogado, graduado pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, Pós-Graduando em Direito Administrativo pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Direito GV). É integrante do escritório Losinskas, Barchi Muniz Advogados Associados – www.lbmadvogados.com.br – e também escreve às sextas-feiras no Blog do Corretor.

Para que contrato, então?

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Rola na Mídia

17.set.2014

[Amigos, leiam o texto abaixo e na sequência o nosso comentário]
.
A Assistência Médica Internacional (Amil) deverá pagar indenização de R$ 30 mil para professor que teve pedido de cirurgia negado indevidamente. A decisão é do juiz Gerardo Magelo Facundo Junior, titular da 15ª Vara Cível do Fórum Clóvis Beviláqua.

Consta nos autos (nº 0143840-72.2013.8.06.0001) que o cliente contratou a empresa em setembro de 2012. No dia 23 de janeiro de 2013, por meio de laudo médico oftalmológico, deveria ser submetido, com urgência, a procedimento cirúrgico para correção de deslocamento da retina do olho direito combinado com a facectomia (extração do cristalino doente e colocação de lente artificial).

O professor fez a solicitação junto ao plano, mas teve o pedido negado. A Amil alegou que o procedimento era de alto custo e o cliente ainda se encontrava em período de carência. Porém, como a cirurgia era de urgência e o paciente corria risco de perder a visão, ele arcou com o custo total de R$ 10 mil.

Sentindo-se prejudicado, ingressou com ação requerendo indenização por danos morais, além do ressarcimento do valor pago. Na contestação, a operadora disse que o prazo de carência contratual celebrado entre as partes ainda não havia sido cumprido. Defendeu ainda que o reclamante não comprovou os danos morais sofridos.

Ao analisar o caso, o magistrado considerou que “o autor [paciente], a todo tempo, agiu de boa-fé, tendo contratado a cobertura do plano de saúde para poder dele se socorrer na hora em que adoecer. E não é plausível que, quando necessita, diante de uma flagrante situação de urgência, venha a lhe ser negado o procedimento”.

Ressaltou ainda que “como a negativa da requerida [Amil] em prestar tratamento indicado pelo médico ao autor [paciente] foi indevida, é claro que ensejou o sofrimento, angústia e constrangimento ao requerente, pessoa já de idade avançada, atingindo-o em sua honra e em sentimento de dignidade”.

Por isso, determinou o pagamento de R$ 20 mil a título de reparação moral e R$ 10 mil por danos materiais. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico dessa segunda-feira (08/09).

Fonte: TJCE – Tribunal de Justiça do Ceará – 11/09/2014
Enviado por um leitor

.

COMENTÁRIO DO BLOG

O mercado de planos de saúde é marcado por muitas mazelas, entre elas está o preconceito, nem tão velado assim, sofrido pelos vendedores, corretores, consultores, como quiser chamar.

Não por acaso o preconceito existe.

Apesar dos bons profissionais (e são muitos), alguns mancharam a profissão e será necessário um tempo para a “Natureza” dissipar essa nódoa.

Mas o troféu cara-de-pau não vai somente para esse tipo de vendedor; vai também para um determinado tipo de consumidor.

Ora, se eu adquiro um plano de saúde baseado no contrato que me foi apresentado por um representante da operadora escolhida – o corretor – neste contrato consta que eu tenho um determinado período de carência para alguns procedimentos e com ele (o contrato) eu concordei e assinei.

Com que direito eu me dirijo a um hospital credenciado, ainda no período de carência, reivindicando atendimento quando, contratualmente, eu não tenho esse direito?

Pior do que isso, é observar a justiça conceder ganho de causa a esse tipo de ação.

Parece até uma perseguição às empresas de planos de saúde. Basta comparar os valores das indenizações a elas impostos.

Alguma coisa não está fora da ordem?

Este vai ter muitos cliques

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Nota

16.set.2014

Certa feita, durante uma entrevista no Programa Segura Brasil, deixei escapar que, se um determinado empresário, titular de uma determinada Corretora, deixar para conceder uma entrevista somente após a tal “turbulência” passar, nunca participará de uma entrevista no Blog e nem no programa.

O mercado de planos de saúde é uma obra inconclusa. É barroco.

Indícios de que mais cadeiras deverão se movimentar nos próximos dias, ficam cada vez mais claros.

Após a criação de um sindicato patronal, nascido das reuniões da Acoplan, liderado por Sílvio Toni, como instrumento legítimo para avançar na regulamentação do setor, presenciamos o abalo que sofreu a PrevQuali, com a volta do Zé para o Canal Interno da Qualicorp.

Entre os protagonistas do mercado, não faltou criatividade.

Logo se apressaram em afirmar que a Unifocus teria adquirido a PrevQuali.

Pode até parecer o que conhecemos como “Teoria da Conspiração, mas, por outro lado, corre nos bastidores uma informação que faz muito mais sentido, apesar de não confirmada.

José Luiz (ex-todo poderoso da Amil) iria fazer par com o atual diretor presidente da Unifocus, Gian Lucchesi.

Nos próximos dias, saberemos se esta união será concretizada.

Até lá, só temos a certeza de que ainda temos muito o que apreciar nessa arte Barroca.

No Rio, mercado odontológico quase dobra

Autor: Blog do Corretor | Categoria: Matéria

16.set.2014

O Estado do Rio de Janeiro foi o segundo do país a superar a marca de três milhões de clientes de planos odontológicos. Porém, o que chama a atenção é o desenvolvimento do setor. Segundo o último levantamento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), fechado em junho deste ano, a região já é a segunda com maior porcentagem de beneficiários por habitante e também a segunda em volume nesse segmento.

Ao longo dos últimos cinco anos, o Estado do Rio de Janeiro “ganhou” em torno de 780 novos contratos de planos odontológicos por dia, uma média de 23.400 mil por mês. Hoje existem 3,039 milhões de beneficiários, número inferior apenas ao de São Paulo, o mais populoso do país, com 7,122 milhões de clientes nesse segmento.

“Para se ter uma ideia do que isso significa, basta lembrar que em junho de 2009 o Rio de Janeiro possuía 1,6 milhão de beneficiários, quase metade do volume atual. O Estado de São Paulo, maior mercado do país, tinha então mais de três vezes esse tamanho e contava com pouco mais de cinco milhões de clientes de planos odontológicos”, explica o Dr. Geraldo Almeida Lima, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (SINOG).

A diferença entre as duas capitais também pode ser percebida na porcentagem de cobertura em relação à sua população. Naquele ano, 12,14% dos paulistas tinham algum tipo de assistência odontológica privada, enquanto apenas 10,18% dos cariocas tinham acesso a esse benefício.

Com o desenvolvimento do mercado, o Rio de Janeiro assumiu o segundo lugar no ranking e hoje 18,73% de sua população possui algum tipo de assistência odontológica privada, 11% acima do índice apresentado por São Paulo. Os dois Estados só ficam atrás do Distrito Federal, já que 31,35% de seus moradores contam com assistência odontológica de planos privados, a maior porcentagem de beneficiários do país por habitante.

Um bom exemplo desse crescimento do setor no Rio de Janeiro é o INPAO Dental, operadora especialista de assistência odontológica no Brasil. Somente nos últimos seis meses, a companhia conquistou mais de 100 mil novos beneficiários no Estado. “Temos uma atuação bastante diversificada pelo país, mas o Rio de Janeiro desponta como um dos nossos principais mercados já há alguns anos”, revela Claudio Aboud, diretor de Administração e Finanças. “Recentemente firmamos contratos com diversas empresas e organizações, como a OAB/RJ (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Grupo MPE (formado por diversas empresas de engenharia), o que comprova a diversificação dessa demanda”, finaliza.

Apesar dos números positivos no Rio de Janeiro, a saúde bucal no Brasil como um todo ainda é bastante deficitária. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios de 2011, promovida pelo IBGE, a população atual estimada do país consiste em 195,2 milhões de pessoas. Cerca de 22,5 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista, ou seja, 11,7% da população total. Além disto, 8 milhões com mais de 30 anos já utilizam próteses, apenas 3,8% das crianças com 5 anos estão livres de cáries, 12,8% da população adulta com mais de 35 anos possui mais de 20 dentes, três em cada quatro idosos não possuem nenhum dente, 2,5 milhões de adolescentes nunca foram ao dentista.

Sobre o INPAO Dental

O INPAO Dental (Instituto de Previdência e Assistência Odontológica), empresa especialista em odontologia, garante atendimento de qualidade em sua rede credenciada altamente especializada e está presente em todo território nacional com mais de 14 mil opções de atendimento.

Silmar Batista

Página 16 de 113« Primeira...10...1415161718...304050...Última »