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Publicado por Blog do Corretor

Plano de saúde pode deixar 70% das cidades com novo ISS, diz Abramge

Plano de saúde pode deixar 70% das cidades com novo ISS, diz Abramge


Por Folhapress

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SÃO PAULO  -  Operadoras de planos de saúde ameaçam deixar de atender até 70% das cidades brasileiras após o Congresso Nacional derrubar veto do governo em artigos da lei que define regras para o recolhimento de ISS (Imposto Sobre Serviços). Com a mudança, o imposto sobre planos de saúde, operações com cartão de crédito e de leasing passa a ser recolhido no local de prestação do serviço, e não na cidade-sede das companhias.

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Empresas reclamam que a obrigação de pagar impostos em centenas ou milhares de municípios aumentará o custo com cumprimento de burocracias e tornará parte de suas operações inviáveis. Segundo a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), dos mais de 5.500 municípios no país, aproximadamente 3.800 têm menos de 1.000 beneficiários de planos de saúde.

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A entidade afirma que, devido aos custos envolvidos na abertura de filiais em cada uma dessas cidades, adaptação no modelo de envio de informações e cumprimento de obrigações, será inviável seguir atuando nelas.

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Cada operadora terá de reavaliar onde segue valendo a pena atuar, diz José Claudio Ribeiro Oliveira, superintendente jurídico e institucional da Unimed do Brasil.

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Um empecilho para a adaptação dos planos a nova regra é que, por estarem em setor em que preços são regulados, eles terão dificuldades de repassar o aumento de custo a consumidores, diz Abel Amaro, advogado tributarista do escritório Veirano.

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Concentração

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O objetivo da mudança é diminuir a concentração da arrecadação de ISS em poucas cidades, nas quais estão a sede de muitas empresas.

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Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), defensora da medida, 35 cidades concentram 63% do ISS recolhido no país.

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Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, diz que a adaptação à lei depende de simplificação e padronização das regras tributárias dos municípios e de ajustes de sistemas de cálculo de impostos de empresas. Não haverá aumento de impostos significativo para elas, afirma.

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Ele diz acreditar que a ameaça dos planos de deixar parte das cidades terá efeito limitado: "Caso empresas saiam de alguma cidade, outras podem entrar em seu lugar".


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3 comentários
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ao Kri Kri

então paga pra ver
ou vc acha que eles são doidos de manterem um back office gigante só pra atender um zé mané que mora em Roraima.
Tu vai ver. Vão trabalhar firmes no reembolso de consultas nessa região e fechar as portas em áreas menos povoadas do Brasil. Pior mesmo é para quem mora fora do eixo RJ e SP. Vão sofrer

Zé Kri Kri

Bom dia, galera. Ai que mundo doido, esse.
Saravá, minha Santa Periquita do bigode loiro.
Galera, cês acham mesmo que 70% das operadoras vão deixar de atuarem no Brasil???
Isso não passa de uma chantagem barata.
Sô Kri Kri má num sô bobo.

oi aí ó

vai vendo
eu falei semana passada
As Donas do Mundo, Bradesco, SulAmérica e Amil, todas devidamente registradinhas no RJ...
UM DIA A CASA CAI.
E NESSE DIA ASSISTIREI DE CAMAROTE A RUÍNA DAQUELES QUE SE JULGAM ACIMA DE TODOS!
Inclusive você blogueiro

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