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Publicado por Blog do Corretor

Planos sem coparticipação podem desaparecer

Planos sem coparticipação podem desaparecer


Por Juliana Elias



Com as novas regras publicadas nesta quinta-feira (28) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamentam a aplicação de coparticipação e franquia nos planos de saúde do país, a conta para usar o serviço pode dobrar. Além disso, planos que não cobram o adicional correm o risco de desaparecer do mercado. Essa é uma das principais preocupações de entidades de defesa do consumidor consultadas pela reportagem. As novas regras entrarão em vigor em 180 dias e valerão somente para novos contratos.



Entre as principais mudanças com as novas regras, o limite para a cobrança de coparticipação, modelo que repassa para o cliente parte do valor de cada procedimento realizado, foi fixado em 40% do valor do total do serviço. Isso significa que, se o paciente fizer um exame que custa R$ 100, a operadora pode cobrar até R$ 40 dele, além do valor da mensalidade. 



Não existia, até aqui, um limite estipulado em lei para a cobrança, mas havia desde 2009 uma orientação da ANS que sugeria o repasse de 30% como um máximo aceitável. "Na prática, há um aumento nos valores com que o consumidor pode ter de arcar com esse tipo de plano, porque a cobrança que antes era de 20% ou 30% sobe para 40%", disse a advogada e representante da Proteste, Livia Coelho.



"Nós pedimos uma audiência com a ANS para discutir a questão e sugerir novos cálculos para esse limite, mas não fomos atendidos", disse o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Miguel.



Planos sem coparticipação podem desaparecer



O risco de que os planos sem coparticipação acabem sumindo (como aconteceu com os planos individuais frente ao avanço dos coletivos) e a imprevisibilidade da conta final são outros temores apontados por entidades como Proteste, Procon e Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).



Livia, do Proteste, disse ainda que os planos que oferecem a cobertura integral, sem cobranças adicionais por uso, podem acabar perdendo espaço no mercado para as novas opções e deixando de ser oferecidos pelas empresas.



"É a mesma situação que ocorreu com os planos individuais, e isso nos preocupa", disse ela. "Como neste caso, as regras dão a possibilidade de que eles [os planos com cobertura integral] sejam oferecidos, mas não é obrigatório, e, se deixarem de ser vantajosos para as operadoras, elas podem deixar de oferecer."



ANS e operadoras dizem que mensalidade pode baixar



Um dos argumentos da ANS e das operadoras dos planos é que, com as flexibilizações, as mensalidades têm espaço, em contrapartida, para ficar mais baratas. As novas ferramentas também abririam mais possibilidades de configurações e tipos de plano, ampliando as opções para mais tipos de bolso.



A nova resolução da ANS complementa a lei que rege o setor, de 1998, e dá regras mais claras para a aplicação de coparticipação e de franquias nos planos de saúde,



Valor final pode ser dobro da mensalidade



Ana Carolina Navarrete, advogada e pesquisadora em saúde do Idec, critica os limites mensais e anuais estipulados, que permitem cobrar até o valor de uma mensalidade cheia a mais por mês em coparticipação ou franquia.



"Esse limite é alto e não foi discutido", disse Ana Carolina. "O consumidor pode acabar pagando até o dobro do valor que ele contrata, e, quando escolhe um plano, ele já escolhe um valor que cabe em seu orçamento. Isso pode comprometer a permanência dele no plano ou gerar endividamento."



Franquias funcionam como as de carros



No caso da coparticipação, parte do valor da consulta, exame ou tratamento é repassado para o usuário (limitado aos 40% do total).



No caso da franquia, similar a um seguro de carro, o convênio estipula um valor mínimo a partir do qual fornece a cobertura --se a franquia, por exemplo, for de R$ 100, o cliente paga integralmente o valor dos procedimentos que custarem menos do que isso. O que passar desse valor é arcado pelo plano.



Em ambos os casos, as cobranças adicionais não podem ser maiores, em um mês, do que o valor da mensalidade, ou, em um ano, do que o valor de 12 mensalidades somadas. Veja mais detalhes aqui. 


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12 comentários
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NOVA PRÁTICA

Corretores PJ que perderam código Bradesco, Qualicorp, passam a alterar razão social abrindo nova empresa conseguindo outro código mantendo as mesmas práticas fraudulentas.
Por que não bloquear o cpf dos quotistas ao invés do cnpj da empresa?
Fica a dica.... A não ser que não tenham interesse em coibir práticas fraudulentas geradoras de vendas frias.

DESACREDITADO

Ok. Blogueiro obrigado pelo retorno, mas o fato é que são comentários válidos para o momento específico, nestes casos o prazo já esgotou e não faz mais sentido publicá-los, abraço.

DESACREDITADO

Blogueiro cadê a série de comentários enviados no final de semana p.p.?
Instituiu mais uma regra no blog, a de que comentários enviados aos finais de semana serão desconsiderados?
Se assim for avise por favor pois se não fazemos papel de idiotas perdendo tempo em escrever querendo colaborar com o desenvolvimento do mercado.

Resposta
BLOG DO CORRETOR

.
Prezado Desacreditado.

Se os seus comentários de final de semana foram enviados neste post, provavelmente o amigo, sem saber, excedeu o número de caracteres. Infelizmente, neste formato em que ainda operamos, existe essa limitação.
Pedimos desculpas e solicitamos que faça novamente seu comentário e se for necessário divida-o em blocos.
Um abraço,
Moderador

REGRAS DE COMPLIANCE

REGRAS DE COMPLIANCE: Para serem seguidas por terceiros e NÃO POR QUEM FAZ.... CADÊ A LAVA JATO......

PARA LUIZ ANTONIO

Com toda certeza, mais uma vez a Amil usando toda a sua força COM SEU LOBISTA junto à ANS com o objetivo SEMPRE em prol da Operadora e os clientes que se danem. Será que nos dois bilhões estão embutidos o $ da ANS?????????? O Edson morreu mas as práticas continuam as mesmas.... Ainda bem que a lava jato está cada vez mais próximo destas operações. Esse país está AINDA nas mãos destes indivíduos que pagam de certinhos colocando cláusulas de complice no contrato com as corretoras mas no dia a dia são os maiores erradinhos..... FAÇA O QUE FALO MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO ( LEMA UNITED). Por que não agem assim no EUA? Lá tem medo não é? Pois lá a justiça pega geral. Por que todos os diretores foram demitidos MENOS O LOBISTA? Assm é fácil ganhar dinheiro no Brasil.

Luiz Antonio

Boa noite!! Além da mensalidade, vamos pagar pela consulta e exames. Quem está adorando é o
sistema de consultas populares, Dr. consulta, consulta do bem, cartão de todos, etc. United Health Group (AMIL) planeja um aporte de R$ 2 bilhões para criação de uma rede de clinicas médicas populares no pais, em parceria com a DASA. Eles sabem onde investir ....
Abraços a todos!

CELSO TEIXEIRA

Acredito que os planos com coparticipação só terão aceitação a longo prazo e será o fim das pequenas operadoras! É uma modalidade de plano de saúde excelente para quem usa pouco. Outro ponto importante, é uma maneira do governo (ANS) 'mostrar que está fazendo alguma coisa nos planos privados quando na verdade o governo deveria melhorar o serviço público de saúde, um direito constitucional de cada cidadão! Sem contar o dinheiro que a Agência Nacional de Saúde arrecada junto as operadoras de planos de saúde pelo ressarcimento por uso da rede pública. No ano passado, a ANS arrecadou cerca de R$ 450 milhões, um dinheiro que não sabemos onde foi investido!

Planos de saude SP
www.planosdesaudesp.net.br

è bem dificil ter aceitação é a midia querendo chamar a atenção com materias qua nao tem como ........

Urtigão

Bom dia, blog, você soube que agora tem o dia do pastinha? kkkkkk

Dias corretor

Vejo a mesma situação que ocorreu com os planos individuais com a expansão do adesão, fim das opções nos planos sem coparticipação e abertura de um novo leque de possibilidades no plano coparticipativo ! O funil está se estreitando !

Maurício Camargo

Eu acredito que esses planos com coparticipação não terão a aceitação que a mídia tenta empurrar goela abaixo. Na verdade é uma modalidade de plano boa pra quem raramente utiliza. Isso tudo é uma maneira da ANS mostrar que é atuante, cortina de fumaça.

ftimotheo

Mais uma razão para todos pressionarmos o Governo por um SUS mais digno . Médicos há de sobra ( nem todos dignos da profissão ? como em qualquer outra ) mas a indústria dos plantões e terceirizações líquida com qualquer iniciativa . Não existe solução fácil para problema difícil, temos que buscar alternativas .

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