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Publicado por Emmanuel Ramos de Castro

Qual é o futuro da saúde suplementar no Brasil?


Um dos maiores mercados de saúde do mundo, o Brasil tem pela frente enormes desafios de aperfeiçoar e ampliar o sistema de atendimento a uma população com maior mobilidade social, crescente expectativa de vida, e que vem conquistando acesso a vários bens e serviços, entre os quais o seguro de saúde.



Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que o número de beneficiários de planos privados de saúde superou ao final do ano passado a marca de 50,8 milhões. Somente em 2014 mais de 1,2 milhão de novos usuários ingressaram no sistema.



Esse incremento eleva de forma significativa a potencial demanda sobre os serviços de saúde suplementar. Estudo realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostra que o crescimento de 4,1% no número de beneficiários de planos de saúde implica a necessidade de criação de 23,2 mil novos leitos, com investimentos superiores a R$ 7,3 bilhões.



Além do maior volume de usuários, houve mudanças no perfil dos pacientes, decorrentes do envelhecimento da população e da maior incidência de doenças crônicas, com aumento da complexidade dos casos, crescimento do tempo médio de permanência e consequente elevação dos custos.



Diante dessa realidade, qual é o futuro da saúde suplementar no Brasil?



Os hospitais reclamam do aumento de glosas ? que é o não pagamento dos planos de valores referentes ao serviço prestado; do prazo médio de recebimento, que ainda é muito elevado; e do aumento dos valores não recebidos. As operadoras, por sua vez, reclamam do aumento dos custos assistenciais, do excesso de exames, questionam procedimentos, o desperdício, etc.



Trata-se de uma discussão de longa data e que ainda deve permanecer por vários anos, até que os atores da cadeia entendam, de uma vez por todas, que essa briga de foices não nos levará a lugar nenhum.



Operadoras e hospitais precisam entender que, ao contrário do que o mercado retrata, não estamos em lados opostos. Ao contrário, estamos jogando no mesmo time - a saúde suplementar. O que existe é a necessidade iminente de mudanças nas relações do setor, para que a saúde privada no Brasil ganhe cada vez mais forças para crescer e se desenvolver.



Nesse sentido, não há dúvida de que o modelo de remuneração é um dos temas mais pujantes atualmente. A prática de remuneração com base no pagamento por serviço assemelha-se a um verdadeiro "cabo de guerra", causando desgaste e prejuízo para todos, inclusive para os pacientes.



Portanto, pensar no futuro da saúde nos impõe um enorme desafio: o de estabelecer uma relação mais harmônica entre hospitais e operadoras. Uma relação que permita vislumbrar um setor mais organizado na hora de buscar soluções para adversidades comuns. A falta de união entre estabelecimentos de saúde e operadoras reduz as chances de o setor conseguir reivindicar direitos e alcançar conquistas que contribuam para a redução de custos e o aumento de investimentos. Somente por meio do diálogo manteremos a sustentabilidade do setor e atenderemos às expectativas da população.



Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração da Anahp (Associação Brasileira de Hospitais Privados)


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9 comentários
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Homem-gol

O coleguinha Alfredo, em que pese seu semi-analfebetismo, o que torna difícil a leitura, reza a cartilha do ultra-neo-liberalismo. Prega a livre concorrência mas não deixa de estender a mão ao governo pedindo "incentivos". Como se as operadoras de saúde não fossem empresas privadas que, por acaso, prestam serviços de saúde. E que, nesse sentido, sempre farão opções que lhes sejam vantajosas economicamente, em detrimento da saúde dos beneficiários. Quem mais sofre serão sempre idosos, doentes crônicos e outros grupos de maior risco assistencial

Amigão

COMENTÁRIO REMOVIDO

Fabio Jr

Bom dia blog,
(CONTEÚDO REMOVIDO)

Bummmmmmmmmmmmm !

alfredo

1- a ingerência excessiva de uma agencia reguladora ( ANS ) e sabemos que estas agencias dão mis problemas que soluções.
2- um numero exagerado de coberturas medicas nos ultimos anos para contratos que não foi previsto, desde 2010 até hoje o acrescimo de coberturas em que o proprio governo nunca deu cobertura, isso descontrola qualquer finanças em qualquer lugar no mundo.
3- a falta de incentivo do governo as operadoras em que iria é muito desafogar o governo do qual tem grande dificuldade de administrar a saude publica.
4- o ressarcimento da utilização publica pelas operadoras isso é BITRIBUTAÇÕ ALGUEM TEM DUVIDA?
5 a falta da classe medica em respeitar o sistema do qual muitas das vezes se beneficia em saber que medicos que prestam serviço publico se quer vai trabalhar e ainda marca ponto (FANTASMAS)

Pitter

E o corretor, não entra nesta equação ?

Filho da Palmirinha

Talvez o nosso colega o Chico Bento possa explicara p a leitora (ou leitor) que não entendeu porque que o governo controla reajuste de plano de saúde.
Atenção Chico Bento, vc que é um cara mais letrado do que eu ajuda aí o amigo.

Anônimo

Eu até hoje não entendi porque o governo público controla o reajuste de um plano de saúde privado.
A para completar engloba novos atendimentos sem que haja aumentos por estes novos serviços .

Spert

Filosofia não resolve nada em país capitalista e numa sociedade pra lá de individualista.

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