Por Emmanuel Ramos de Castro | Crítica | Da Redação
Como jornalista especializado no mercado de seguros e planos de saúde, e editor do Blog do Corretor, assumo o papel de crítico com o compromisso de oferecer análises que vão além da superfície. Meu objetivo não é apenas apontar falhas, mas destacar oportunidades de evolução em um setor competitivo, onde as lives de vendas se tornaram ferramentas essenciais para engajar corretores e impulsionar campanhas. A live da Yia Broker, que destacou a campanha para levar mais de 50 pessoas à Itália e anunciou a subsequente “Yia na África”, exemplifica essa dualidade. Um evento com potencial inovador, mas que revelou pontos que merecem reflexão para elevar o padrão da comunicação no mercado. Com 336 inscritos e quase 500 visualizações até o fechamento desta análise, a transmissão atingiu seus objetivos primários, mas há lições valiosas a serem extraídas para futuras produções. Vamos dissecar os aspectos positivos, as observações críticas e as sugestões práticas, sempre com o foco em melhorar o trabalho da corretora.
A live demonstrou uma estratégia sólida ao integrar elementos de inovação e relacionamento com o público-alvo. O uso inicial do chroma key com cenário laranja, cor institucional da Yia, criou uma abertura impactante e alinhada à identidade visual da marca, transmitindo energia e profissionalismo desde o primeiro momento. Os apresentadores experientes, como Sidnei Silva e Philip Bronetta, foram acertos evidentes. Sidnei, apesar de um nervosismo inicial compreensível em transmissões ao vivo, se soltou rapidamente, demonstrando domínio do assunto e uma dobradinha eficaz com Bronetta, que trouxe ponderação e humildade à apresentação. A entrada de Dyla Toledo para apresentar o projeto CareTech, uma nomenclatura inteligente que resume o “Jeito Yia de ser”, foi didática e assertiva, especialmente ao alfinetar a concorrência de forma sutil, reforçando a posição de destaque da corretora como pioneira nesse projeto.
Fernanda Graciano, como neófita no time, mostrou-se à vontade e trouxe frescor, especialmente ao liderar discussões sobre campanhas e projetos. A apresentação da Academia de Aceleração, com disciplinas como Vendas Inteligentes, Marketing Digital, Gestão de Negócio e Inteligência Artificial Aplicada à Corretagem, foi um destaque técnico, oferecendo valor real aos corretores. O QR code para inscrições e os benefícios (como cursos gratuitos para os primeiros inscritos) demonstraram uma abordagem prática e incentivadora. Com duração de 1h14’54”, a live conseguiu equilibrar informação e engajamento, atingindo visualizações expressivas em um mercado onde o tempo de atenção é escasso. Esses elementos reforçam que a Yia entende o corretor como parceiro estratégico, não apenas como público, o que é fundamental em um setor onde a confiança e a capacitação profissional fazem a diferença.
No entanto, a transmissão revelou falhas que, embora não comprometam o sucesso geral, indicam áreas onde a Yia pode refinar sua produção para se destacar ainda mais. O maior problema estético foi a transição abrupta do cenário. Após 9’41” e um vídeo institucional, o fundo mudou para predominantemente preto, com elementos coloridos sutis da logo e campanha. Isso criou um contraste visual desafiador, especialmente porque todos os apresentadores e convidados vestiam preto. Sidnei, Philip, Fernanda, Dyla e os demais, Marcos e Léo. O resultado foi uma composição monocromática que lembrava obras de Rembrandt ou Caravaggio, mas de forma não intencional, sugerindo falta de iluminação adequada ou planejamento visual. Em um mercado onde a estética impacta a percepção de profissionalismo, essa escolha pode transmitir seriedade excessiva, mas também monotonia, reduzindo o apelo visual em um formato que deveria ser dinâmico e atrativo.
Outro ponto crítico foi o caos na coordenação. Em vários momentos, como durante a explicação da dinâmica da campanha Yia na África (minuto 30), houve interferências com todos falando ao mesmo tempo. Isso gerou confusão, com correções mútuas que poderiam minar a credibilidade; um apresentador corrige outro, e surge dúvida sobre quem estava certo. Fernanda Graciano, ex-CNU e ex-Supermed, usou hipérboles para descrever a Yia e sua atuação, o que, embora entusiasta, careceu de ponderação. A falta de um Gerador de Caracteres (GC) com nomes e funções dos participantes também foi notada, prejudicando a identificação e o networking.
Além disso, o vídeo institucional da Academia de Aceleração, embora objetivo, teve uma locutora jovem, bonita, com boa dicção, mas que balançava demais a cabeça, distraindo o foco. Campanhas de vendas são repletas de regras, datas e detalhes específicos, é natural haver complexidade, mas a live não mitigou isso adequadamente, resultando em apresentações fragmentadas.
Para elevar o padrão da Yia, recomendo investir em três frentes principais. Primeiro, a estética; diversifique os cenários com iluminação adequada e contraste visual. Evite uniformes monocromáticos; considere variações sutis de cor que mantenham a identidade, mas aumentem o dinamismo. Um vídeo institucional pré-gravado e editado, com locutor em off e elementos visuais claros (imagens, textos, datas), seria infalível para apresentar campanhas sem riscos de confusão. Os apresentadores poderiam então focar em comentários estimuladores, transformando a live em uma experiência interativa e dinâmica.
Nota 08
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