Por Blog do Corretor | Da Redação
Se a informação de bastidor estiver correta, o mercado carioca pode estar diante de mais um daqueles movimentos que confirmam a máxima que repetimos à exaustão: no mundo dos negócios, tudo é possível.
Há pouco mais de um ano, aliás, especulamos aqui a possível fusão da carteira da Assim Saúde com a Amil. Na época, como indício (e não como “prova”), reproduzimos o vídeo de uma live em que a parceria entre as duas empresas indicava uma fusão iminente.
A tal fusão não aconteceu. A Assim Saúde, que parecia uma nave prestes a colidir com a pista de pouso, arremeteu. E agora, aparentemente recuperada, reaparece na mídia com outra novidade.
Uma fonte do mercado, carioca e bem conectada, diga-se, afirma que a Qualicorp teria “comprado” a exclusividade da Assim Saúde, repetindo o que já fizera com a Klini. “Ferrou com todas as administradoras que tinham o produto!”, exclamou com o seu sotaque peculiar.
A mensagem foi cristalina, e, neste caso o tabuleiro mudou.
Porque, goste-se ou não do método, há um lado objetivo nessa história:
A Qualicorp volta ao jogo com apetite de expansão e músculo de distribuição, sinalizando que quer (de novo) ditar o ritmo e as regras do balcão;
A Assim Saúde ganha fôlego, presença e canal — e sai com cara de quem não só evitou “entregar os pontos”, como voltou para a luta com uma luva nova;
As administradoras que operavam o produto, por outro lado, ficam com o gosto amargo do “ferrou” — e neste caso o “romantismo” do mercado dá lugar ao realismo: concentração de canal costuma deixar pouca sombra para quem não está sob o mesmo guarda-chuva.
E é aqui que entra o xadrez; não como enfeite, mas como explicação metafórica.
No xadrez, o jogo não acaba porque a torre caiu ou porque o bispo foi trocado. O jogo acaba quando o Rei fica sem saída, pressionado, cercado, sem movimento possível. É isso que caracteriza o xeque-mate.
Se a exclusividade realmente se confirmou nesses termos, então a Qualicorp não fez apenas um “bom lance”. Fez um movimento estratégico que empurra peças, comprime espaços e redesenha rotas. E, nesse desenho, alguém inevitavelmente perde mobilidade.
Em outras palavras, não é só parceria. É xeque-mate.






