Seis em cada dez brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet, mas poucos confiam totalmente no que encontram

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Pesquisa Vox Populi / IESS 2025 revela que o Google é a principal fonte e aponta aumento da oferta e uso de atendimentos virtuais

Por IESS

SÃO PAULO – Pesquisa Vox Populi / IESS mostra que 60% dos brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet, e, desses, nove em cada dez afirmam que o Google é o principal ponto de partida para procurar dados sobre sintomas, doenças, diagnósticos e tratamentos. O levantamento revela que 19% dos entrevistados indicam o uso de inteligência artificial para se informar e compreender as informações de saúde. Embora confirme o comportamento digital na busca por informações sobre saúde, o mesmo levantamento expõe uma contradição: a maioria dos entrevistados diz não confiar totalmente nas informações encontradas. Acesse a íntegra da pesquisa neste endereço.

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, os resultados refletem o comportamento dentro de um “cotidiano digital”. “Nosso país possui mais celulares do que cidadãos. O brasileiro pesquisa sintomas, compara tratamentos e busca prevenção pela internet. É um comportamento de autonomia, mas com cautela”, afirma. “Essa realidade materializa a responsabilidade de quem produz e disponibiliza conteúdo no mundo digital, mas é muito importante que cada pessoa esclareça dúvidas sobre a sua saúde diretamente com um profissional capacitado e de confiança”, observa.

Um ponto de atenção levantado pela pesquisa é o uso das redes sociais como fonte para se informar sobre a saúde, indicado por 9% dos entrevistados. “No mundo todo há um debate muito importante sobre o monitoramento e a responsabilidade pelo que se posta nas redes sociais. Esse dado reforça como esse meio já se insere nesse contexto de debate sobre a supervisão das redes”, pondera Cechin.

Quando manifesta os meios digitais em que mais confia para se informar sobre saúde, 24% dos entrevistados indicam sites especializados e portais de notícias; enquanto 20% indicam redes sociais, mesmo índice atribuído à inteligência artificial. Ainda assim, apenas uma minoria declara confiar plenamente nas informações obtidas, enquanto a maior parte afirma “acreditar parcialmente” no que lê ou assiste — um sinal de que o comportamento digital vem acompanhado de cautela e desconfiança.

O levantamento ouviu 3.200 pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

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