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Publicado por Emmanuel Ramos de Castro

Um breve adeus





Raquel Silva - curtindo um feriado no litoral paulistano


 


Ela integrou a equipe interna dos corretores da então Med Company.



Com as sucessivas mudanças no cenário do mercado de planos de saúde, a corretora Raquel teve de se reinventar, como a maioria dos corretores.



"Ela era uma guerreira" - confessou-me uma amiga ao me informar do seu falecimento.



Sim, Raquel era uma mulher sozinha. E sozinha vendia planos de saúde para sustentar sua casa e pagar suas contas. Uma Silva, uma heroína anônima, como tantas outras.



Era agitada, ansiosa, inquieta e nem o sol e nem a chuva impediam a corretora Raquel de ir ao encontro do seu cliente.



Conheço sua história.



Sou testemunha da sua garra, durante o período em que ela trabalhou no antigo salão da Qualicorp da Av. Ipiranga.



Sessenta e dois anos de lutas.



Se não vencia todas, passava por cima daquelas que não conseguia vencer.



Ontem, Raquel foi vencida por uma luta maior: Neste sábado (22), no hospital Santa Marjorie onde estava internada, sob os cuidados do planos de saúde Prevent Senior, Raquel Maria da Silva não resistiu às complicações causadas por uma bactéria alojada em sua massa encefálica e, às 6h da manhã, fechou os olhos físicos para este mundo.



Descansou.



Na manhã deste domingo (23), seu corpo desceu à mansão dos mortos, em Itaquera.



Raquel deixa um filho, quatro irmãos e alguns amigos.



Deixa também o exemplo de uma mulher batalhadora.



 






 



 Raquel concedeu uma pequena entrevista para o Programa Segura Brasil na ocasião em que fazíamos a cobertura da festa de fim de ano (2011) promovida pela Qualicorp.



Ela estava muito feliz porque havia ganhado uma rosa das mãos do "rei" Roberto Carlos de quem era fã.



A entrevista pode ser conferida, após um minuto e 30 segundos de exibição do Programa.



 



Para você, Raquel .



Os que amei, onde estão? Idos, dispersos, arrastados no giro dos tufões, Levados, como em sonho, entre visões, Na fuga, no ruir dos universos...



E eu mesmo, com os pés também imersos Na corrente e à mercê dos turbilhões, Só vejo espuma lívida, em cachões, E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...



Mas se paro um momento, se consigo Fechar os olhos, sinto-os a meu lado De novo, esses que amei vivem comigo,



Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também, Juntos no antigo amor, no amor sagrado, Na comunhão ideal do eterno Bem. .



Antero de Quental, in "Sonetos"


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5 comentários
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Daniella Momoli

É com muita tristeza que tomo conhecimento do falecimento da Raquel.
Descanse em paz querida.

Lia Figueiroa

Emmanuel, Obrigada!! por esta linda matéria da nossa amiga que se foi a mesma estava sofrendo e agora está descansando em Paz.
Tenho muitas saudades da nossa turma que inclusive a mesma fazia parte quando nos encontrávamos para falar á respeito de algumas dificuldades do mercado em gera brincávamos e demos muitas risadas tbém.
Estive lá e fiquei muito triste sabemos que também teremos esta passagem infelizmente nao estamos acostumado com a Perda de pessoas que marcaram a nossa vida.
Bj
Lia Figueiroa

Margarete Fernandes da Silva

Às vezes, de um lindo buquê de flores de aço uma se desprende. Quero crer que vivemos na terra enquanto os propósitos do Senhor estão sendo concretizados em nossa vida. O que gostaríamos de deixar de herança para os que permanecem? Força, garra, vida, entusiasmo, amor. Na minha lembrança fica nosso encontro em dezembro: muito riso, muita harmonia, muita confidência. Talvez não tantas quanto as que você, cunhada, vivenciava com seu irmão a cada vinda a Santos, caminhando nessa praia onde ele tirou essa foto sua. É como quero lembrar de você. É a herança que você me deixou e da qual eu tomo posse. Descanse em paz. Acima de todos os títulos, diplomas e práticas, você foi uma serva do Senhor nosso Deus.

Margarete Fernandes da Silva

Muito obrigada pelas lindas palavras em homenagem a minha cunhada. Somos todas um buquê de flores de aço! Às vezes uma das flores se perde do buquê antes do imaginado. Gosto de pensar que os propósitos do Senhor se concretizaram na vida dela. Mas quem de nós está pronto para chorar a morte? Postar essa foto que ela tirou aqui na nossa praia onde tanto visitava, confiando suas dúvidas e sonhos com o irmão e se sentia feliz, onde estivemos juntas em dezembro com tanta harmonia e risadas relembrando um passado distante acalma meu coração. Minha lembrança fica com aquele dia como despedida. Que os anjos do Senhor a recebam. Antes de todos os diplomas e práticas ela era uma serva de Deus. O que queremos deixar de herança quando partimos? Nosso amor, nossa vontade de viver. Eu tomo posse dessa herança. Fiquem todos na Paz do Senhor Jesus.
Margarete
Santos/SP

Juliana Correia

A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas.Talvez sempre tenham sido e sempre serão.Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos.E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
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Lindo, Juliana.
Lindo!!!
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