Consultoria It’sSeg, da Acrisure, lista quatro dicas essenciais para auxiliar as companhias a prevenir, analisar e tratar o estresse excessivo e outros transtornos no ambiente corporativo
Por It’sSeg
A partir de 25 de maio todas as empresas que atuam em território nacional terão de adotar medidas de prevenção, avaliar os riscos psicossociais e oferecer suporte adequado para apoiar a saúde mental de seus colaboradores. É o que exige a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024. A nova regra tem como objetivo prevenir atitudes que favoreçam o desenvolvimento do estresse excessivo e outros transtornos mentais, como assédio moral, conflitos interpessoais, cobranças e metas desproporcionais, falta de autonomia e suporte e longas jornadas de trabalho.
“A preocupação com a saúde mental tem ganhado cada vez mais espaço no ambiente corporativo, principalmente no pós-pandemia. A NR-1 é uma medida fundamental para prevenir novos casos e conter o avanço dos transtornos mentais no trabalho. Nossos estudos recentes revelaram um aumento 20% nos afastamentos por questões relacionadas à saúde mental em 2023. Desenvolver um plano de análise de riscos, prevenção e tratamento de novas complicações é um marco muito importante para toda a sociedade”, afirma Danilo Nakandakare, superintendente de gestão de saúde da It’sSeg.
Para auxiliar as organizações a se adequarem à regra e desenvolverem um ambiente saudável aos colaboradores, a It’sSeg elencou quatro dicas essenciais:
1 – Treinamento e capacitação para lideranças humanizadas: é dever das empresas sensibilizarem seus gestores para criarem uma cultura de apoio emocional aos colaboradores, com comunicação aberta, transparente e que consiga identificar sinais de desequilíbrios mentais, visando a reduzir os impactos no desempenho das equipes. Seguir as práticas do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) é um importante ponto de partida para capacitar os executivos.
2 – Diagnóstico e monitoramento contínuo: as organizações precisam implementar ferramentas para diagnosticar possíveis casos de transtornos mentais, como o Censo de Saúde Mental, a HSE Indicator Tool (HSE-IT) e pesquisas internas. Utilizar dados e tecnologia para analisar fatores como absenteísmo, turnover e satisfação no trabalho é outra solução eficaz. Grupos focais e entrevistas individuais também auxiliam na identificação de fatores de risco aos colaboradores.
3 – Ambiente de segurança psicológica: oferecer um local seguro para apoiar os funcionários é fundamental. A escuta ativa e o estímulo à cultura de feedback positivo e contínuo são necessários para criar um ambiente de confiança e segurança mental. As empresas também precisam adotar rigorosas políticas de prevenção ao assédio e à discriminação, com objetivo de promover o bem-estar e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
4 – Programas de apoio e reabilitação: o suporte oferecido aos casos de transtornos mentais é um diferencial, tanto para a cultura da organização como para a diminuição do estigma do colaborador. Os empregadores devem implementar espaços e canais de apoio com acolhimento psicológico, além de criarem planos de inclusão e benefícios como subsídios para terapia e atividades de bem-estar que colaborem com a reabilitação dos funcionários.
De acordo com Marlene Capel, diretora da B2P, consultoria especializada no acompanhamento e gestão de funcionários afastados por razões médicas, da It’sSeg, cumprir a determinação da NR-1 não é atender somente a exigência legal, já que a prática gera benefícios diretos aos resultados das empresas. “Promover um ambiente mentalmente saudável é garantir uma estratégia gerencial inteligente, colaborando com a redução dos afastamentos e de gastos com o Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Organizações que investem na prevenção de riscos psicossociais tendem a atrair, engajar e reter melhor os talentos, sendo diferenciais competitivos no mercado de trabalho”, afirma.